Segunda-Feira, 09 de Abril de 2018, 08h:44

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A (in)segurança pública e o seu reflexo na economia

Por: BRUNO CÉSAR DE OLIVEIRA

,Reprodução

BRUNO CÉSAR VENÂNCIO TEIXEIRA DE OLIVEIRA

 

É inegável que a insegurança existente nas vias terrestres do nosso Brasil, é fato incontroverso, principalmente naquelas aonde o fluxo de cargas é maior, visto as inúmeras ocorrências de roubos e furtos de mercadorias e produtos, e isso consequentemente reflete-se diretamente no bolso do consumidor brasileiro. Segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), perdas com roubo, furto e vandalismo somaram, no ano de 2017, cerca de R$ 27,1 bilhões aos cofres industriais, e aqui incluímos as despesas com segurança, cujo dever é do Estado, nos termos da Carta Federal de 1988.

 

 

Inevitavelmente as indústrias, estas responsáveis em grande parte pelo desenvolvimento da economia nacional, nos moldes definidos pelo capitalismo antiquado, não poderiam suportar o prejuízo que advém da incapacidade do Estado de promover a preservação da ordem pública, e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Portanto, repassam esses danos ao consumidor, o pagador de impostos, que inclusive já anda tão massacrado com a alta carga tributária existente na atualidade.

 

O alto índice de violência imperante, especialmente nos polos descentralizados, onde há a inoperância do Estado, acarreta um rombo aos cofres das grandes indústrias, ocasionado evidentemente pelo elevado número de roubos e furtos de cargas, desafiando a logística de transporte terrestre. A conclusão lógica, portanto, seria estabelecer um percentual mínimo de perdas, elevando-se o preço dos produtos. Acontece, ao nosso ver, que talvez essa não seria uma conclusão tão lógica assim, principalmente pelo fato de que nós, brasileiros, também somos vítimas dessa insegurança pública que assola a nossa nação.

 

Decretar a intervenção federal na seara da segurança pública, colocando o exército brasileiro nas ruas, avenidas e rodovias, não passa de mais uma das tantas medidas paliativas. Precisamos de uma intervenção efetiva, não federal, mas de todos nós, não na segurança, mas na educação, porque é através dela que promoveremos a inclusão, a socialização, a desmarginalização, e a pacificação social.

 

*Bruno César Veência Teixeira de Oliveira é Estagiário do LP Advocacia.       

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