Segunda-Feira, 27 de Novembro de 2017, 14h:15

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Há 11 anos buscando acerto salarial, trabalhadores levam caixão à Avenida do CPA

Por: JESSICA BACHEGA

Ex-servidores da empresa de transporte coletivo Arara Azul realizaram um grande protesto, na manhã desta segunda-feira (27), em frente ao Shopping Pantanal. Os manifestantes reivindicam o recebimento de direitos trabalhista atrasados há 11 anos. Na ação, utilizaram um caixão simbolizando os ex-funcionários que já morreram esperando pela remuneração após rescisão contratual.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

protesto contra empresa arara azul

 Ex-trabalhador Leonor Ferreira é um dos que aguadam pagamento

A empresa Arara Azul era responsável pelo transporte intermunicipal, entre Cuiabá e Várzea Grande, até o ano de 2006, quando fechou as portas e demitiu cerca de mil funcionários. Com a extensão da empresa, os ex-servidores não receberam seus salários e nem os valores referentes às rescisões devidas pela empresa.

 

Conforme explicou um dos manifestantes, até hoje não houve nenhuma satisfação ou expectativa quanto ao recebimento dos valores.

 

“Mais um Natal com a esperança de receber nossos direitos trabalhistas. Até mesmo alguns colegas já morreram e não conseguiram receber o dinheiro. Estamos cansados de esperar”, ressalta Leonor Aparecido Ferreira, ex-trabalhador da empresa.

 

O manifestante lembra que naquele ano todos os funcionários foram, de manhã, para a garagem para pegar o ônibus e não havia mais veículos no local, nem trabalho. “Até hoje não sabemos ao certo o que aconteceu”, declara.

 

Alan Cosme/HiperNoticias

protesto contra empresa arara azul

 

Após o fato, os trabalhadores buscaram a Justiça e tiveram a causa ganha, mas até hoje não receberam nenhum valor. “Sabemos que foram bloqueados bens do empresário, mas até hoje não recebemos nada”, ressalta o protestante.

 

Para lembrar os trabalhadores que já morreram e não receberam, os manifestantes levaram um caixão com os nomes. O ato chamou a atenção de quem passava pela Avenida do CPA. 

 

Conforme outra ex-trabalhadora, desde antes do fechamento da empresa os problemas relacionados aos pagamentos eram constantes. “Não davam mais cesta básica, não depositavam o FGTS e atrasavam salários. Teve gente que morreu devido aos problemas desenvolvidos durante o trabalho”, salienta Teresinha Batista. 

 

Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
Credito: Alan Cosme/HiperNoticias
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