Domingo, 15 de Abril de 2018, 15h11
Janela fechada
Temos políticos de estimação igual temos time de futebol, independentemente de ser culpado ou inocente

JOÃO EDISOM

 

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João Edisom

 

A janela para quem quer se candidatar na próxima eleição já se fecho. Agora começam as batalhas internas dos partidos e se iniciam os debates para formação de blocos para a disputa das majoritárias.

 

Partidos fizeram suas apostas. Montaram seus quadros. As conjecturas irão tomar conta dos debates. A temporada da faca nas costas está aberta. Os cálculos e projeções para conseguirem as melhores alianças serão a tônica dos “por ai sim, por ai não” e dos “me ajuda, me atrapalha” dos pretensos candidatos.

 

Eleição no Brasil é algo estranho, uma vez que o planejamento e as análises de futuro são trocadas pelos acordos e favorecimentos. O mesmo Brasil que vai à TV para dizer qual “o Brasil que eu quero” é o mesmo que já tem candidato sem saber o que ele quer ou vai fazer.

 

Temos políticos de estimação igual temos time de futebol, independentemente de ser culpado ou inocente. Temos de tudo, menos projeto, planejamento e eleitor consciente. Como mudar o pais se nós não mudamos?

 

Daqui até outubro, candidato e povo vão soltar palavras ao vento, xingamentos e mentiras. Tudo isso entrará em contraste com propostas e projetos. Advinha quem vai vencer? Todo candidato votou antes de ser candidato. Primeiro nasce o eleitor, depois o homem público.

 

Eleitor é sociedade, se não mudar a sociedade (educação) não mudamos o eleitor. Se não mudar o eleitor (cidadão) não mudamos a qualidade do candidato. Se não mudarmos o candidato (homem público) não mudamos a política. É possível que tenhamos os mesmos versus os de sempre. Como afirmou Scheuermann: “O voto não é apenas o exercício da cidadania e democracia. O voto é o exercício de um poder”.

 

Somente com a legítima liberdade de expressão, pluralidade de informação, respeito a cidadania e permanente vigilância contra as tentativas de cercear o Estado Democrático de Direito é que poderemos pensar em transformar aquilo que criticamos.

 

Política sem cidadania não contempla por si só. Como afirmou Mario Sergio Cortella: “Muita gente acha que política é uma coisa e cidadania é outra, como garfo e faca, e não é. Política e cidadania significam a mesma coisa”.

 

*JOÃO EDISOM é Analista Político e Professor Universitário em Mato Grosso

 

 

 

 

 


Fonte: HiperNotícias
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