Segunda-Feira, 04 de Setembro de 2017, 18h:53

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"Minha mãe não é bandida e foi acusada de algo que não fez", diz irmã de recém-nascida

Por: LUIS VINICIUS

"Foi tudo uma farsa. Acusaram a minhã mãe de uma coisa que ela não fez. Ela é inocente". O relato é da jovem B.C, de 22 anos, filha de O.M.S., de 44 anos, que foi apontada como responsável pelo assassinato de sua filha, A.J.S.N., um bebê de apenas um mês e 23 dias, na noite de domingo (3), em Cuiabá.

 

Um laudo do Instituto Médico Legal (IML), emitido horas depois da morte, descartou violência e apontou que a criança morreu por asfixia mecânica e broncoaspiração, quando o bebê inspira o vômito ou um corpo estranho e as vias aéreas são interrompidas.

 

 

Alan Cosme/HiperNoticias

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 O caso será investigado pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica)

"A minha mãe é inocente, eu não sei porque eles fizeram isso. É tudo mentira, a minha mãe é inocente e a gente vai provar isso. A minha mãe está muito triste com tudo isso. Ela ainda está de dieta e muito preocupada com essa história. Eu não sei qual foi a intenção deles. A minha mãe foi acusada de uma coisa que ela não fez", disse à reportagem. 

 

Policiais militares do 3º Batalhão foram acionados com a informação de que havia uma criança morta em um residência. Logo em seguida, uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada para socorrer a menina e um médico constatou que a criança estava com sinais de violência pelo corpo. Desta forma, O.M.S. passou a ser considerada suspeita.

 

A mulher foi encaminhada para a Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, para prestar depoimento. No momento em que estava sendo ouvida, ela começou a passar mal e acabou liberada.

 

Na tarde desta segunda-feira (4), o laudo do IML apontou que a crinaça morreu por asfixia mecânica e broncoaspiração. 

 

B.C conta que, após a amamentar o bebê, O.M.S. precisou ir ao banheiro, mas quando voltou a criança já estava passando mal. 

 

"Tudo começou quando a minha mãe chegou em casa. Ela deu de mamar para a neném normalmente como ela sempre fazia. Em seguida, ela colocou a criança na cama e foi ao banheiro. Quando ela voltou, ela já tinha engasgado. Afogou com o própria leite", disse Bruna. 

 

A jovem contou que a sua mãe ainda tentou socorrer a criança. 

 

"A única coisa que a minha mãe fez foi tentar socorrer a neném. Ela chegou a chamar os vizinhos para ajudar no socorro, porque ela estava sozinha em casa. Infelizmente, a minha irmã não resistiu", afirmou Bruna. 

 

“Nós vamos procurar nossos direitos. Foi uma calúnia contra a minha mãe. Ela ainda está correndo risco de morte. Minha mãe não é bandida. Ela foi acusada de uma coisa que ela não fez", concluiu Bruna. 

 

O caso será investigado pela Delegacia de Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica). O.M.S. deve ser intimada a prestar esclarecimentos ainda nesta semana.

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