Sexta-Feira, 07 de Junho de 2019, 13h:00

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Estado tenta anular concessão de rodovia denunciada por Silval em delação

A empresa ligada ao deputado Nininho é responsável pela administração e cobrança de pedágio na MT-130, num trecho de 122km, que liga Rondonópolis a Primavera do Leste

Por: FERNANDA ESCOUTO

A secretaria de Infraestrutura do Estado instaurou dois processos administrativos contra a Morro da Mesa Concessionária de Rodovias S/A, de propriedade do deputado estadual Ondanir Bortolini (PSD), o Nininho. A empresa é responsável pela administração e cobrança de pedágio na MT-130, num trecho de 122km, que liga Rondonópolis a Primavera do Leste.

Divulgação

secretaria fachada


Conforme o secretário Marcelo de Oliveira e Silva, conhecido como Marcelo Padeiro, o objetivo de um dos processos é apurar uma suposta fraude que possa anular o certame. Já o segundo PAD, investiga a possível caducidade da concessão objeto do Contrato de Concessão nº 001/2011.

“CONSIDERANDO o artigo 49, §§ 1º e 2º da Lei nº 8.666/93, de 21 de junho de 1993, que dispõe sobre a possibilidade da administração de revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, e sobre o dever de anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado”, diz trecho da portaria publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (06).

Para conduzir os trabalhos ele nomeou três servidores: Rubens Matos Cunha Júnior (presidente), Dionízio Alves de Souza (membro) e Thayse do Carmo Pires Toschi  (suplente). A comissão composta por eles terá prazo de 30 dias para conclusão e apresentação de relatório, admitindo sua prorrogação por igual prazo.

A Morro da Mesa Concessionária de Rodovias S/A foi acusada de pagar propina ao ex-governador do Estado Silval Barbosa. As informações constam em sua delação premiada firmada junto a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.

De acordo com o ex-chefe do Executivo, em 2011 ele foi procurado por Nininho e Eloi Bruneta para assinatura do contrato administrativo de concessão da rodovia MT-130. Ocorre que, para a autorização da concessão e para viabilizar de cobrança de pedágio na citada rodovia, estabeleceu-se o pagamento de propina no montante de R$ 7 milhões.

Consta no documento que parte do valor da propina foi pago para Jurandir da Silva Vieira pela Construtora Tripolo, que pertence a um filho do deputado.

Segundo Silval, o pagamento de valores ilícitos para Jurandir foi uma maneira de dissimular a origem do dinheiro, já que o ex-governador teria uma dívida de campanha com o mesmo.

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2 Comentários

rogir - 07/06/2019

A CONTA NÃO BATE FAZ TEMPO!! SERVIDOR GANHANDO 5, 7, 8 MIL COM PADRÃO DE VIDA DE 15, 20 MIL!!! escola particular mensalidade 1500-2000, CRECHE DE 1200-1500 REAIS, escola de inglês, ESCOLA KUMOM, escolinha de futebol, BALLET, natação, FERIAS 2X POR ANO, 2-3 CARROS NA GARAGEM, casa na Chapada, CASA NOS RESIDENCIAIS HORIZONTAIS, camisa só de linho fino, MOTO GRANDE QUE MAU SABE USAR, um relógio por dia no pulso de 3-4 mil, ESPOSA DE BOLSA DE 3-4 MIL, academia, CELULAR IPHONE, foto na balada e eventos todo fds, SERVIDOR COM CNPJ PRESTANDO SERVIÇO PRA TODAS ESFERAS E PARTICIPANDO DE PREGÕES, mercado só Biglar, SALÃO DE BELEZA 1X POR SEMANA, perfumes caros, A CONTA NÃO FECHA! É geral! NO MUNICÍPIO, ESTADO, FEDERAL,TA NA HORA DESSE P.A.D. PARAR DE TER INFLUENCIA DO NEPOTISMO ENRAIZADA, a conta não fecha!! A CLASSE SERVIDORA TEM QUE COMEÇAR A DENUNCIAR A PRÓPRIA CLASSE, é muita gente em CARTÓRIOS, CONSELHOS, INSTITUTOS, CÂMARAS, AGÊNCIAS, PROCURADORIAS, ASSOCIAÇÕES, SINDICATOS, FEDERAÇÕES, FUNDAÇÕES, SECRETARIAS, EFETIVOS, COMISSIONADOS, CONTRATADOS costurando ESQUEMAS COM DIVERSAS EMPRESAS DE DIVERSAS ESFERAS vivendo um padrão de vida que NÃO FECHA A CONTA, tem que cortar na carne! DENUNCIAR OS PODRES, TA NA HORA DE EXPURGAR ESSE TIPO DE CIDADÃO QUE LEVA UMA VIDA QUE O SALARIO NÃO BATE, denunciar os pares, as empresas, todos envolvidos!

joaoderondonopolis - 07/06/2019

O certo mesmo é anular a licitação e fazer a empresa devolver ao estado todo o valor recebido de pedágio durante todos os anos devidamente corrigido.

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