Quarta-Feira, 09 de Outubro de 2019, 14h:41

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Após cinco meses, delegada Luciana Canaverde é retirada das investigações da "Grampolândia"

Por: LUIS VINICIUS

Depois de cinco meses, a delegada Luciana Canaverde está fora da força-tarefa que investiga o caso das escutas ilegais que ficou conhecida como “Grampolândia Pantaneira”. A informação foi confirmada por uma fonte ao HNT / HiperNotícias na tarde desta quarta-feira (9).

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delegada luciana Canaverde

 Deleagada Luciana Canaverde foi retirada das investigações da "Grampolândia"

Luciana foi retirada dos trabalhos investigativos devido a sua aproximação com o delegado Rafael Scatalon. Este também pertencia a equipe, mas foi retirado devido a sua proximidade com pessoas ligadas a um dos investigados na ação policial.

Agora, a força-tarefa conta apenas com a delegada e coordenadora Ana Cristina Feldner, que voltou à força-tarefa no mês de setembro, e com Jannira Laranjeira, que faz parte dos trabalhos investigativos desde o mês de maio.

Informações recebidas pela reportagem apontam que em um primeiro momento não há previsão de substituição de Luciana devido a um déficit no número de delegados em Mato Grosso.

Afastamento de Scatalon

Scatalon foi afastado na primeira semana de setembro, quando foi compartilhada uma foto no Instagram em que ele aparece em uma imagem com outras pessoas investigadas na grampolândia.

O compartilhamento teria irritado o juiz Jorge Luís Tadeu Rodrigues, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. A autoridade policial teria sido convocado para ir até a Sétima Vara para explicar-se.

Arapongagem

O caso das interceptações telefônicas clandestinas, emergiram, há três anos, e teve como principal mote uma denúncia do promotor de Justiça Mauro Zaque, que deixou a Secretaria de Segurança Pública do Estado à época. Ele revelou o caso, levando-o ao conhecimento do então governador Pedro Taques (PSDB).

Segundo a denúncia, policiais militares e integrantes da cúpula do Governo do Estado mantinham escutas telefônicas grampeando as linhas de políticos, empresários, juízes e jornalistas.

Para conseguir autorização judicial, os números eram anexados a uma lista para interceptação de pessoas investigadas por tráfico de drogas na Comarca de Cáceres. O esquema também era conhecido como “barriga de aluguel”.

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2 Comentários

onofre - 10/10/2019

Não desanime Dr. Luciana Canaverde. É um absurdo o que está acontecendo na polícia civil. Por causa de uma "pessoa", estão queimando vários delegados(as) com retrospecto de grandes serviços prestados a sociedade. Todos estão estranhando essa "saissão" de delegados dessa investigação, e excelentes delegados diga-se de passagem. O que será que está acontecendo?

zé do porto - 09/10/2019

É incrível, isto é o que chamamos, andando de macha ré.

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