Quinta-Feira, 11 de Julho de 2019, 11h:12

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"Eu deveria ter matado a desgraçada da minha mãe", diz homem que matou a tia

Por: LUIS VINICIUS

“Eu deveria ter matado a desgraçada da minha mãe”. Esse é o relato de Lumar Costa da Silva, 28 anos, durante entrevista coletiva, na noite de quarta-feira (10), na sede da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Sorriso (420 km ao Norte de Cuiabá). Aos jornalistas, o suspeito alegou que era espancado e que se arrepende de não ter matado a própria mãe.

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 Lumar da Costa da Silva, durante entrevista

“Antes de vir para Sorriso, eu briguei com minha mãe. Ela estava no bar e eu disse pra ela que iria colocar uma música sertaneja, porque eu gosto desse ritmo de música. Aí ela me disse: ‘você não vai colocar esse negócio aqui não’. E ela estava com um facão em baixo do balcão. Quando eu vi que ela pegou o facão, eu surtei, do fundo do meu coração. Tudo aquilo que ela fez pra mim, eu ia matar ela. Só que não, eu não matei ela não. Eu fiz errado, eu devia ter matado aquela desgraçada porque ela não merece viver não. Tudo que ela fez pra mim não paga. Muito obrigado mãe”, agradeceu ironicamente a própria mãe.

Lumar está preso desde o dia 2 de julho, suspeito de ter assassinado e arrancado o coração da tia, Maria Zélia da Silva Cosmos, 55 anos. Na noite de quarta-feira (10), ele foi intimado a prestar um novo depoimento ao delegado André Eduardo Ribeiro, que investiga o caso. Na saída da unidade policial, o homem conversou com os jornalistas e disse amar o seu pai. Por outro lado, o detento afirmou que foi expulso de casa e que sua mãe é um demônio.

“Nossa, eu amo meu pai. Agora a minha mãe, é um demônio aquela praga. Ela me batia quando eu era criança, ela me espancava, ela me enforcava, ele me expulsava de casa. Isso que ela fazia comigo”, disse Lumar, que chegou a se emocionar durante a entrevista.

Ao ser questionado sobre uma discussão que teve com vizinhos, o suspeito confessou que pegou um facão e que chamou um homem para um “desafio”.

“No dia que eu cheguei em Sorriso, eu fui vender as roupas que eu trouxe de São Paulo. Tinha rapaz lá na rua que estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica. Esse homem me olhava, me encarava quando eu estava com as roupas. Ele cuspia no chão, ficava me encarando. Aí eu falei: ‘já que você é malandro, vamos ser malandro então’. Eu peguei um facão, chamei ele pra briga e disse: ‘homem que é homem se mata. Vamos brigar aqui e a gente se mata aqui no meio da rua mesmo”, contou.

Por fim, Lumar confessou que matou a tia e que não se arrepende de ter cometido o crime.

“Eu matei ela mesmo, eu não me arrependo. Ela [Maria] mereceu morrer. Ela estava me sacaneando, estava falando pelas minhas costas, me chamando de veado, ela ficou me difamando, me chamando de drogado. Ela ficou arrumando confusão pra mim lá no bairro e eu só queria paz. Mas, ela ficou teimando em fazer isso”, disse Lumar aos jornalistas.

Depois de ser ouvido pelo delegado, Lumar voltou ao Centro de Ressocialização de Sorriso (CRS), onde aguarda a decisão da Justiça. Conforme a Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o suspeito está em sala separados outros detentos.

Conforme a autoridade policial, Lumar deverá ser indiciado por homicídio qualificado.

O caso continua sendo investigado.

 

Veja o vídeo com a entrevista

 

 

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