Segunda-Feira, 15 de Julho de 2019, 14h:45

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Moradores gravam vídeos e reclamam de som alto na Distribuidora Proibido

Por: LUIS VINICIUS

Dezenas de moradores da Avenida Beira Rio, em Cuiabá, reclamam do som alto durante a madrugada e da falta de fiscalização por parte das autoridades nas proximidades da distribuidora Proibido, na Capital. Os denunciantes alegam também que além do incômodo com o barulho, o local tem sido movimentado por pessoas alcoolizadas, criminosas e com tornozeleiras eletrônicas.

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De acordo com um morador, que não quis se identificar, o problema se repete todos os fins de semana na região. O homem alega que registrou uma denúncia junto ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá, mas que o problema da poluição sonora nas proximidades ainda não se resolveu.

“Todo final de semana é assim, um barulho que incomoda demais. Não conseguimos dormir de tão alto que é o som na distribuidora. Além de termos que aturar o alto som de carro automotivo, temos que lidar com o barulho das manobras que eles fazem com motocicletas. É insuportável. O pior é que já fizemos denúncia e os órgãos competentes não tomam nenhuma atitude. Será que vão esperar alguma coisa para tomar atitude” questionou à reportagem.

O morador alegou ao HNT / HiperNotícias que o último sábado (13) foi mais um dia de incômodo. O homem conta que durante o evento “Madrugadinha do Proibido”, os clientes colocam músicas de Funk em altura extrema, além de jogarem garrafas de vidros na avenida e muitas vezes, impedirem a passagem de veículos na via.

“Na madrugada de sábado para domingo (14), eu não consegui dormir. O som é muito alto, muita barulheira. Uma batida insuportável, fora as letras de funk que é ridícula. Eles ficam a noite toda fazendo bagunça, atrapalhando quem quer descansar”, reclamou o morador.

À reportagem, o morador alega que ficou mais de horas aguardando a chegada da Polícia Militar. O homem conta que foram várias ligações, foram pedidos para que os PMs fossem até o estabelecimento. No entanto, ele afirma que os moradores não foram atendidos pelos militares. 

“Só eu liguei mais de cinco vezes para a Polícia Militar. Os meus vizinhos ligaram vezes também, mas nenhum policial militar apareceu para nos ajudar. Por volta de cinco da manhã vimos algumas viaturas passar pela gente, acenamos para que ele nos visse, mas passaram direto. Não nos atenderam. Nós sempre ligamos, mas os policiais nunca tomam providência. Eles falam para gente representar, mas os moradores temem sofrer represália. Nós não vamos dar nossa cara a tapa para depois sofrermos devido essas denúncias. Aqui nós temos crianças pequenas e idosos que sofrem com esse barulho. É terrível, é muito incômodo”.

Devido as reclamações serem constantes, os moradores se reuniram e fizeram uma denúncia junto ao MPMT e a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Ordem Pública, mas o denunciante alega que até o momento os Órgãos fiscalizadores não tomaram atitude em relação ao caso. A queixa foi registrada no dia 6 de fevereiro.

 

O que dizem as instituições citadas: 

 

A Prefeitura de Cuiabá informou que tanto em relação à Distribuidora Proibido como em relação aos outros estabelecimentos que cometem poluição sonora e perturbação do sossego público, a Secretaria Municipal de Ordem Pública (SORP), em atuação conjunta com outras forças de Segurança Pública, tais como a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a PM, a Polícia Civil, o Juizado Volante Ambiental e o Ministério Público, têm atuado no sentido de coibir tais ilicitudes.

 

A Polícia Militar disse que não tem informações sobre o não atendimento de ocorrência na região. A assessoria de imprensa da instituição informou que quando há denúncias neste caso, os militares fazem a aferição e condução do responsável e do material do local.

 

Quanto ao recebimento de denúncia na Ouvidoria, a assessoria de imprensa do Ministério Público enviou a seguinte nota: 

 

A Ouvidoria do MPMT recebeu a denúncia e remeteu à 29ª Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente e da Ordem Urbanística de Cuiabá que por sua vez instaurou a Portaria Nº 19/2019. O promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva abriu Procedimento Preparatório de Inquérito Civil Público para averiguar ocorrência de poluição sonora e perturbação do sossego, flagrada pela equipe de fiscalização da Secretaria Municipal de Ordem Pública no estabelecimento citado e em outras duas distribuidoras de bebidas, localizadas no bairro Grande Terceiro. O promotor de Justiça notificou os representantes legais para comparecerem à promotoria para esclarecimentos no dia 6 de agosto, às 9h.

 

 

Veja os vídeos

 

 

 

 

 

 

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4 Comentários

joana - 17/07/2019

vamos todos fazer denuncias quando nos sentirmos incomodados

pedro antonio - 15/07/2019

aqui no jardim europa/grande terceiro o bar/danceteria VIBE começa todo dia a tocar som alto a partir das 19hs e vai até as 06 da manhã. neste local é possivel ver pessoal com tornozeleira, menores bebendo e varios usuários usando drogas a vontade..quem quiser ver é só vir aqui e verás......não é por falta de telefonar para a policia.....disque silêncio que nunca atende....está sempre em silêncio.....o descaso é total...este é um bairro residencial...a Prefeitura apenas emite os alvarás e não importa com o que está acontecendo com a população.

ana - 15/07/2019

alguem viu aquele video acho que do parana com o drone ? kkkkk

joana - 15/07/2019

vg ta igual. um bando se desocupado. porque não vão fazer baderna na porta da casa deles?

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