Terça-Feira, 18 de Junho de 2019, 08h:00

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AL tenta intervir, mas governador não cede. Janaína vê greve enfraquecida: "Mauro é diferente do Taques"

Líder do governo também avisa que o Executivo "não tem mais o que fazer"

Por: PAULO COELHO

Está cada vez mais distante um acordo entre governo do Estado e os servidores públicos da educação de Mato Grosso e,  se já estava difícil chegar a bom termo, mais uma tentativa acaba de ser frustrada: a Assembleia Legislativa tentou estreitar, na tarde dessa segunda-feira (17), entendimento que pudesse demover da greve “os menos de 50%” de educadores que seguem de braços  cruzados, percentual apontado pelo próprio governador Mauro Mendes (DEM).

Grande parte dos deputados estaduais saiu desolada, da sala do governador, no fim do dia:

Alan Cosme/HiperNoticias

dilmar dal bosco

 Depútado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM)

“O governo está impossibilitado de esticar qualquer tipo de lei. Nós aprovamos em janeiro uma lei que impossibilita o governo de conceder qualquer tipo de reajuste, mesmo quando faz somente adequação da lei, fora do exercício do mandato dele. Não temos nada de novo, quanto ao acréscimo que está sendo pedido”, disse o líder do governo na Assembleia, Dilmar Dal Bosco (DEM), ao sair do gabinete do governador, já no início da noite.

O movimento grevista, entretanto, ainda não recuou da paralisação e acusa o governo de “truculento e insensível”.

Uma antiga aliada dos servidores públicos, a deputada Janaina Riva (MDB), também tentou achar uma brecha nas negociações para buscar o entendimento pelo fim da greve. Mas, em vão. Dos parlamentares, ela foi uma das primeiras a compreender a dificuldade financeira do governo e, nessa segunda, reconheceu mais uma vez a fragilidade da greve.

“Desde o início, quando me procuraram antes da greve, eu dei a sugestão para eles que esperassem um pouco mais de tempo. Depois que foi deflagrada a greve e essa greve começou a se enfraquecer, aí veio a cobrança para cima dos deputados, como se nós tivéssemos instigado a entrar no movimento de greve. E eu vejo hoje o sindicato com anseio de sair dessa greve, aguardando uma proposta, que aliás pode não vir.  No começo a gente tinha dito pra eles que o governador Mauro Mendes é diferente do Pedro Taques, que dificilmente ele [Mauro] iria ceder à pressão”, afirmou Janaina, na saída do gabinete de Mendes, acrescentando que as escolas começaram a fazer assembleias nas próprias unidades de ensino, “separadas do sindicato e infelizmente o que eu vejo é um movimento cada vez mais fraco”.

Alan Cosme/HiperNoticias

Janaina riva

 Deputada estadual Janaína Riva (MDB)

A deputada, que era oposicionista ferrenha da gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), avalia que a gestão verificada no começo deste anos  quando Mauro Mendes assumiu o governo], vem mudando com o passar dos dias. “Diferentemente do que se vendia no ano passado de que a gente estava num Estado em franco desenvolvimento, não é o que a gente vê hoje”, observou, se referindo à estrutura física das escolas, porque “ elas estão caindo nas cabeças dos alunos e professores”.

Já Dilmar Dal Bosco enfatizou que não há qualquer novidade financeira que dê margem a alguma proposta de acordo com os grevistas, e pior, o governo vê essa situação ainda piorada, caso não haja o financiamento junto ao Banco Mundial, quanto à dívida que o Estado tem com o Bank of América. “Se  não houver esse financiamento, nós vamos ter uma dificuldade ainda maior já em setembro”, alertou Dal Bosco, apontando frustrações de receitas federais que deveriam ter entrado nos cofres do governo estadual e que, até agora, não se confirmaram, como o FEX (Auxílio Financeiro de Auxílio às Exportações) do ano passado, por exemplo.

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