Antes de executar com tiros à queima-roupa o jovem Claudemir Sá Ribeiro, de 26 anos, o subtenente aposentado da Polícia Militar e ex-diretor da Escola Militar Tiradentes, Elias Ribeiro da Silva, chegou a mostrar a arma para testemunhas e disse que estava com ‘sede de matar’, pois não matava uma pessoa há 30 dias.
O crime foi registrado na noite do dia 23 de março, no bar do Seninha, em Colniza (1.057 km de Cuiabá). À ocasião, a vítima estava bebendo com o irmão e um amigo quando Elias foi até a mesa deles e atirou no rapaz, sem que houvesse qualquer discussão previa.
Baleado, Claudemir não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local. Em depoimento, Elias alegou que a vítima era faccionada do Comando Vermelho como motivação do homicídio.
Ele também fez relatos contraditórios e chegou a dizer que o rapaz estava armado, o que foi desmentido por câmeras de monitoramento do bar, que gravaram o assassinato.
Além de um suposto envolvimento com o crime organizado, Elias estava com ciúmes de mulheres que estavam com ele no estabelecimento comercial e posteriormente foram para a mesa de Claudemir.
Após a execução, Elias continuou proferindo ameaças contra faccionados e depois fugiu em uma motocicleta vermelha. Ele foi encontrado na própria casa, onde recebeu voz de prisão por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e recurso que impediu a defesa da vítima.
O delegado Ronaldo Binoti Filho afirmou que não encontrou nenhum indício de que Claudemir, o irmão e o amigo pertenciam a alguma facção criminosa.
A Justiça manteve a prisão de Elias, que está detido provisoriamente no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Cuiabá. O inquérito sobre o caso foi finalizado na segunda-feira (31) e encaminhado ao Poder Judiciário. O subtenente foi indiciado por homicídio duplamente qualificado.
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