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Justiça Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 16:22 - A | A

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Quinta-feira, 03 de Abril de 2025, 16h:22 - A | A

POSSÍVEL MANDANTE

Defesa de assassino de Zampieri acusa polícia de ignorar provas contra empresária

Advogado de Antônio Gomes da Silva sustenta que provas que poderiam levar a uma investigação mais aprofundada contra Maria Angélica Caixeta Gontijo não foram consideradas

ANDRÉ ALVES
Redação

A defesa de Antônio Gomes da Silva, assassino confesso do advogado Roberto Zampieri, em dezembro de 2023, ingressou com petição na 12ª Vara Criminal de Cuiabá questionando a condução da investigação policial e apontando falhas na apuração dos fatos. No documento, o advogado de defesa sustenta que a investigação negligenciou outras linhas de apuração e pede a revisão de provas, principalmente ligadas à empresária Maria Angélica Caixeta Gontijo, que chegou a ser presa temporariamente após ter sido apontada como suspeita.

A defesa alega que Maria Angélica não foi devidamente investigada, mas as provas que poderiam comprovar seu envolvimento não foram consideradas na ação penal. O documento destacou que a Polícia Civil teria ignorado ao menos quatro linhas investigativas evidentes, elegendo arbitrariamente uma hipótese de autoria sem considerar elementos contraditórios. A defesa afirma que existem registros de vídeos e depoimentos que não foram incluídos nos autos e que poderiam mudar o rumo do caso.

"Não é surpresa que a vítima reunia desafetos. Contudo, a abertura dos dados telemáticos demonstrou que há pelo menos 4 ou 5 linhas investigativas óbvias, que foram ignoradas, a partir do momento em que a autoridade policial elegeu arbitrariamente a presente linha de suspeita, apesar das contradições encontradas, dentre elas as mídias de vídeos que nunca foram trazidas à baila", diz trecho da petição.

Reprodução

cessao-de-terras

 

Um dos pontos levantados é a motivação do crime. A defesa sustenta que o homicídio de Zampieri está relacionado a uma disputa por terras rurais, nas quais diversas pessoas possuem interesse financeiro que girariam na casa das dezenas ou centenas de milhões de reais. De acordo com a petição, esse histórico de disputas já teria resultado em outros homicídios, o que justificaria um aprofundamento nas investigações sobre outros possíveis envolvidos.

Uma dessas disputas seria justamente entre Maria de Fátima e seu esposo João Moreira Gontijo e Zampieri. O casal foi alvo de ação de reintegração de posse da Fazenda Lago Azul, em Ribeirão Cascalheira (780 km de Cuiabá), com 5.109 hectares.

A petição também denuncia que as informações do aparelho telefônico de Maria Angélica Caixeta Gontijo não foram analisadas de maneira adequada pelo delegado responsável e pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). A defesa afirma que tais registros contêm indícios que poderiam apontar para um esquema de extorsão e coação envolvendo posseiros e compradores de terras.

“O Delegado de Polícia e o MPMT não analisaram anteriormente as informações telemáticas da investigada, tendo o Delegado de polícia deixado de indiciar a Maria Angélica em fundamentos escritos em 1 parágrafo, deixando de realizar extrações do aparelho celular, o que causa muita estranheza [...]as informações extraídas do celular da investigada coincidem, em data, local e conteúdo, com os motivos que levaram à morte da vítima, porém, o delegado responsável simplesmente achou que não era conveniente ou fechou os olhos”, diz outro trecho.

Por fim, a defesa pede a instauração de um incidente processual para que o MP esclareça se existe investigação em curso contra Maria Angélica e qual é o status dessa apuração. Também pede que seja avaliada a conduta da autoridade policial que, segundo a petição, teria negligenciado a inclusão de provas relevantes nos autos.

SEM PROVAS

Após o assassinato de Zampieri, Maria Angélica cumpriu 30 dias de prisão temporária, por suspeita de ser a mandante do crime. A primeira linha de investigação apontava que ela, em tese, procurou o coronel aposentado do Exército Etevaldo Caçadini para planejar e contratar a execução do advogado em razão de um conflito em torno de uma área rural em Ribeirão Cascalheira. Já o pedreiro Antônio Gomes da Silva e o instrutor de tiros Hedilerson Fialho Martins Barbosa teriam recebido R$ 40 mil para a execução.

Em fevereiro de 2024, o Ministério Público se manifestou favoravelmente, e a Justiça retirou as medidas cautelares contra a empresária por considerar que não havia elementos que a vinculassem aos três réus. O próprio Antônio disse, em um dos seus primeiros depoimentos, que nunca tinha ouvido falar no nome de Maria Angélica e mencionou que o mandante seria um homem com “sotaque italiano”.

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