"O etanol é um setor que tem grande preocupação", afirmou a senadora, ao lembrar da semelhança entre os produtos agrícolas comercializados por Brasil e EUA. "Nós competimos em muitos desses produtos", acrescentou Cristina, que foi ministra da Agricultura durante governo Jair Bolsonaro.
Segundo a parlamentar, a taxa de importação do etanol dos EUA - alta, na visão dela - pode ser discutida. "Ela pode ser colocada à mesa, mas não pela imposição que eles querem, é aquilo que cabe na nossa economia", ressaltou. Cristina citou preocupação também com os setores de carne e açúcar brasileiros.
Trump deve anunciar as tarifas ao mundo na tarde desta quarta-feira. Sobre isso, a senadora espera que os EUA não sejam injustos e que não tragam prejuízo à economia brasileira. Se o País for impactado, ela defende o caminho da negociação. "Eu pegaria a minha mala amanhã, iria para os Estados Unidos e ia sentar lá para discutir com o governo americano tarifas mais justas possíveis para as duas partes", afirmou.
Além disso, na visão dela, se os EUA taxarem parceiros comerciais brasileiros, há uma oportunidade do Brasil exportar aos países atingidos pelas tarifas.
A senadora foi relatora do PL da Reciprocidade, projeto que prevê uma resposta do Brasil a "medidas unilaterais" de países que impactem comércio internacional brasileiro.
Ela disse ter conversado com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para acelerar a proposição na Casa Baixa do Congresso. Além disso, segundo Cristina, "tudo indica" que o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) será indicado para a relatoria do projeto.
(Com Agência Estado)
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