O governador Mauro Mendes (União Brasil) deixou em aberto se participará da agenda com o presidente Lula (PT) em Mato Grosso nesta sexta-feira (4). Mendes tem investido no relacionamento com a extrema-direita e após atender convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no ato pela anistia em Copacabana, no Rio de Janeiro, demonstrou distanciamento de Lula, sem confirmar se prestigiaria a visita do petista ao Parque Nacional do Xingu, em São Félix do Araguaia (a cerca de 1.100 km de Cuiabá), onde Lula se encontrará com o cacique Raoni Metuktire.
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"Olha, eu ainda não vi a agenda de sexta, tá? Fiquei sabendo que o presidente estará aqui, né? Mas eu não vi ainda a agenda, vou olhar isso agora a final de tarde", respondeu o governador à imprensa nesta quarta-feira (2) após audiência no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT).
A viagem de Lula foi organizada pelo ministro da Agricultura, o senador licenciado Carlos Fávaro (PSD), que anunciou o itinerário feito pela comitiva de Brasília durante a estreia do podcast do ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), o Podcast do Nenel, nesta segunda-feira (31). Segundo ele, após a passagem pelo território Xingu, o presidente irá à Lucas do Rio Verde (a 332 km de Cuiabá) onde lança o campus da Universidade Federal e no assentamento de Santo Antônio da Fartura, em Campo Verde (a 131 km da Capital), para autorizar o início do programa "Solo Vivo".
O recuo estratégico de Mendes aponta o preparo para as eleições de 2026. Fávaro trabalha pela esquerda, se esforçando para aumentar a aceitação de Lula em MT, estado em que a chapa de Bolsonaro venceu em 2022. Mauro é ventilado para concorrer a uma das vagas ao Senado no próximo pleito e se for encontrar Lula ficará no mesmo palanque de Carlos Fávaro, seu adversário direto, uma vez que o ministro tem reiterado que irá pleitear a reeleição.
Fávaro é um dos articuladores políticos da esquerda que ainda tem o ex-prefeito de Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), Zé do Pátio (PSB), e o deputado estadual Lúdio Cabral (PT). O trio tenta construir uma chapa competitiva à Brasília e Assembleia Legislativa (ALMT), o mesmo é feito no grupo político comandado por Mauro Mendes.
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Em Copabacana, inclusive, Bolsonaro o mencionou para a multidão de presente, o colocando dentro do "50% do Senado" que ele precisava para "recuperar o Brasil". A projeção é positiva a Mendes que antes do Senado, era cotado para concorrer a vice-presidência em chapa com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil-GO).
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